Direito do Consumidor

Extorsão com falsos anúncios: Justiça torna 26 réus

ResumoA Justiça do Rio de Janeiro, por meio da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, aceitou denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro contra 26 réus por extorsão com falsos anúncios. Dois integrantes do grupo tiveram prisão preventiva decretada. A ação criminal visa desarticular esquema de fraude que usava anúncios fictícios para coagir vítimas.

O juízo da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital aceitou denúncia do MPRJ contra 26 pessoas por extorsão com falsos anúncios. Dois integrantes tiveram prisão preventiva decretada.

Quézia Andrade Tupinambá
Por Quézia Andrade TupinambáPesquisadora em justiça criminal e dados
Brasília · 13 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
Extorsão com falsos anúncios: Justiça torna 26 réus

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra 26 pessoas acusadas de integrar uma rede criminosa que praticava extorsão e roubos com uso de falsos anúncios de veículos e imóveis. A decisão é do juízo da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, que também decretou a prisão preventiva de dois integrantes: Íris Maurício da Silva Almeida e Vilmara de Morais.

Segundo a denúncia, o grupo criava e inseria anúncios falsos de venda de veículos no marketplace do Facebook e no site OLX. As vítimas eram induzidas a se locomover até Belford Roxo, na Baixada Fluminense, com a falsa perspectiva de comprar um automóvel. Ao chegar ao local, eram surpreendidas por integrantes armados, que as mantinham sob domínio, subtraíam pertences e as obrigavam a fazer transferências bancárias.

A rede também atuava com falsos anúncios de locação e venda de imóveis. Nesse caso, as vítimas transferiam valores para efetivar a locação ou aquisição e depois não obtinham mais resposta.

A investigação apontou que os denunciados faziam parte do núcleo financeiro do esquema, responsável pela lavagem de capitais. O dinheiro era fracionado por transferências sucessivas e pulverizado para dificultar o rastreamento. Os crimes ocorreram entre 2022 e 2024, em municípios da Baixada Fluminense, especialmente Belford Roxo, e em Cubatão, São Paulo.

Na decisão, o juiz Alexandre Abrahão afirmou que ficou comprovado que Íris Maurício da Silva Almeida e Vilmara de Morais exerciam posição de destaque na suposta organização criminosa. Por isso, decretou a prisão preventiva dos dois. Para os demais réus, foram impostas medidas cautelares, como comparecimento em cartório a cada dois meses e proibição de contato com testemunhas, corréus e familiares deles.

A organização era articulada por integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), segundo a denúncia. O grupo era hierarquizado e estruturado, com atuação em delitos patrimoniais, incluindo extorsão, roubos com restrição de liberdade e estelionatos.

O caso levanta um alerta para compradores de veículos e imóveis em plataformas online. A recomendação é desconfiar de ofertas muito abaixo do mercado e verificar a procedência do anunciante antes de qualquer deslocamento ou transferência. como evitar golpes em compras online

A decisão reforça o papel do MPRJ e do Judiciário no enfrentamento a organizações criminosas que usam a internet como ferramenta. Ainda assim, a ação está em fase inicial, e os réus seguem presumidos inocentes até o trânsito em julgado. entenda a diferença entre denúncia e condenação

Perguntas Frequentes

O que significa ser "tornado réu"?

Significa que a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e a pessoa passa a responder a um processo criminal. Ainda não há condenação nessa fase.

Quem são os réus com prisão preventiva decretada?

Íris Maurício da Silva Almeida e Vilmara de Morais. A Justiça entendeu que eles exerciam posição de destaque na suposta organização criminosa.

Onde os crimes ocorreram?

Os crimes ocorreram entre 2022 e 2024, em municípios da Baixada Fluminense, especialmente Belford Roxo, e em Cubatão, São Paulo.

Como o grupo agia nos golpes com veículos?

O grupo criava anúncios falsos no Facebook e no OLX. As vítimas iam até Belford Roxo para comprar o carro e eram abordadas por homens armados, que subtraíam pertences e obrigavam a transferências bancárias.

O que é o núcleo financeiro da organização?

É o grupo responsável por lavar o dinheiro obtido nos crimes, fracionando valores por transferências sucessivas para dificultar o rastreamento.

Quais medidas cautelares foram impostas aos demais réus?

Comparecimento em cartório a cada dois meses e proibição de contato com testemunhas, corréus e familiares deles, por qualquer meio.

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