Direito do Consumidor

MPF pede ações de segurança para voos de helicóptero no Rio

ResumoO Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Governo do Estado do Rio de Janeiro. A ação exige reforço na fiscalização e controle dos voos comerciais de helicóptero na região metropolitana do Rio. Medidas incluem apuração de responsabilidades por acidentes recentes e implementação de protocolos de segurança obrigatórios para operadoras.

O MPF ajuizou ação civil pública por segurança nos voos comerciais de helicóptero no Rio de Janeiro. A ação pede medidas de controle e apuração de responsabilidades após acidentes recentes.

Dr. Hélio Faleiro Mont'Alverne
Por Dr. Hélio Faleiro Mont'AlverneAdvogado de compliance e crimes econômicos
Brasília · 13 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
MPF pede ações de segurança para voos de helicóptero no Rio

MPF pede ações de segurança para voos de helicóptero no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública para exigir medidas de controle e segurança nos voos comerciais de helicóptero no Rio de Janeiro. A ação foi proposta contra a União, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o município do Rio de Janeiro. O pedido surge após uma sequência de acidentes fatais na região.

O que o MPF pede na ação civil pública

O MPF quer que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) adote providências para que o trânsito ordinário dos helicópteros destinados ao transporte remunerado de passageiros, inclusive voos panorâmicos, seja direcionado à Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), independentemente da modalidade de contratação do serviço. A rota é um corredor aéreo já existente ao longo do litoral carioca, situado a 600 metros da faixa de praia.

Em caráter de urgência, o MPF pede que o Decea intensifique a fiscalização das altitudes mínimas e demais regras das rotas de helicópteros. O órgão pede ainda que a Anac reforce a fiscalização dos operadores, impedindo a exploração comercial por empresas, aeronaves ou operadores que não atendam às exigências regulamentares.

Acidentes recentes motivaram a ação

No último sábado (8), um acidente com um helicóptero que fazia um voo panorâmico ocorreu no Parque Nacional da Tijuca, próximo à Vista Chinesa, causando incêndio e a morte de três turistas colombianas, além do piloto da aeronave.

Em 14 de junho de 2026, dois helicópteros se chocaram no ar e caíram no bairro do Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio de Janeiro. O acidente resultou na morte de seis pessoas, entre elas o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi. Os destroços atingiram um terreno utilizado como pátio de veículos elétricos. O impacto provocou uma forte explosão e um incêndio de grandes proporções que destruiu dezenas de carros no local.

Inquérito civil apura danos ambientais

O MPF determinou também a abertura de novo inquérito civil para apurar a responsabilidade da empresa Voos Rio Panorâmico Serviços Aeronáuticos Ltda. pelos danos ambientais causados ao Parque Nacional da Tijuca em decorrência da queda e do incêndio da aeronave na floresta. A apuração será realizada independentemente das investigações destinadas a determinar as causas do acidente aéreo.

Números da expansão dos voos panorâmicos

A ação é resultado de inquérito civil aberto pelo MPF para apurar os impactos provocados pela expansão dos voos panorâmicos na cidade. Segundo dados reunidos na investigação, empresas associadas à entidade representativa do setor realizaram 24.681 voos panorâmicos em um ano, transportando 81.390 passageiros.

O que diz o procurador da República

"Não se pretende proibir os passeios turísticos de helicóptero. Mas não é razoável que uma atividade usufruída por poucos exponha centenas de milhares de moradores e áreas ambientalmente protegidas aos impactos dos sobrevoos. O Rio já possui uma rota marítima estruturada pelo próprio Decea que permite conciliar a atividade turística com a proteção da população e do meio ambiente", afirma o procurador da República Sergio Suiama, autor da ação.

Perguntas Frequentes

O que é a Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia)?

É um corredor aéreo já existente ao longo do litoral carioca, situado a 600 metros da faixa de praia, para onde o MPF quer direcionar o trânsito dos helicópteros de transporte remunerado de passageiros.

Quem são os réus na ação civil pública do MPF?

A ação foi proposta contra a União, a Anac, o Inea e o município do Rio de Janeiro.

O que motivou o MPF a ajuizar a ação?

Uma sequência de acidentes fatais, incluindo a queda de um helicóptero no Parque Nacional da Tijuca e a colisão de dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, além da expansão dos voos panorâmicos na cidade.

O MPF quer proibir os passeios turísticos de helicóptero?

Não. Segundo o procurador Sergio Suiama, a intenção é conciliar a atividade turística com a proteção da população e do meio ambiente, usando a rota marítima já estruturada pelo Decea.

O que o MPF pede em caráter de urgência?

Que o Decea intensifique a fiscalização das altitudes mínimas e demais regras das rotas de helicópteros, e que a Anac reforce a fiscalização dos operadores, impedindo a exploração comercial por quem não atenda às exigências regulamentares.

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