Direito do Trabalhador

Justiças Eleitoral e do Trabalho lançam campanha contra assédio

ResumoA campanha "No meu voto mando eu" foi lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral, Tribunal Superior do Trabalho e Ministério Público do Trabalho contra o assédio eleitoral. A mobilização protege o voto livre dos trabalhadores, coibindo pressões ou ameaças patronais no ambiente de trabalho. A iniciativa reforça a legalidade do exercício democrático e a autonomia do eleitor.

O Tribunal Superior Eleitoral, o Tribunal Superior do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho lançaram uma campanha contra o assédio eleitoral. Com o lema No meu voto mando eu, a mobilização visa proteger o voto livre dos trabalhadores.

Dr. Adelmo Brandão Pacheco
Por Dr. Adelmo Brandão PachecoJuiz aposentado e comentarista de processo penal
Brasília · 06 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
PM relata ao STF falha de sinal da tornozeleira de Bolsonaro

Justiças Eleitoral e do Trabalho lançam campanha contra assédio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) iniciaram uma mobilização nacional conjunta nesta quinta-feira (6) para combater o assédio eleitoral de patrões sobre os empregados. A campanha, intitulada Aliança pelo Voto Livre e Secreto, traz o slogan No meu voto mando eu e tem como objetivo prevenir e combater ações de empregadores, superiores e colegas que tentam influenciar o voto dos funcionários.

O que é assédio eleitoral?

O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder no ambiente de trabalho para influenciar, constranger ou pressionar trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político. Essa prática é considerada uma violação do direito ao voto livre e secreto.

O procurador Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT, explica: "É a prática do empregador que gera esse constrangimento e cerceia a liberdade dos empregados quanto à manifestação de pensamento".

Consequências do assédio eleitoral

Em diversas situações, patrões ou pessoas em posição de poder tentam induzir o trabalhador a votar em determinado político. Isso pode ocorrer por meio de promessas de benefícios ou, em casos mais graves, com ameaças à continuidade do emprego. O assédio eleitoral é uma prática proibida e pode resultar em consequências judiciais nas esferas trabalhista, eleitoral e, dependendo da gravidade, até criminal.

Como participar da campanha

Para aderir à Aliança pelo Voto Livre e Secreto, os interessados devem acessar a página da campanha, onde é possível baixar materiais de divulgação e registrar o compromisso com a iniciativa. O conteúdo está disponível para uso gratuito e pode ser personalizado por empresas, órgãos públicos e outras organizações, permitindo a inclusão de suas marcas e ampliando o alcance da mobilização.

Além disso, os participantes são encorajados a compartilhar registros da adesão nas redes sociais, marcando o perfil do Tribunal Superior do Trabalho (@tstjus), o que fortalece a mensagem em defesa da democracia e da liberdade de escolha.

Identificando o assédio eleitoral

A campanha também oferece orientações sobre como identificar o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Algumas das práticas mais comuns incluem:

  • Ameaças de demissão ou de prejuízos profissionais em razão da opção eleitoral do empregado;
  • Promessas de benefícios ou vantagens em troca de apoio político;
  • Exigência de participação em atos de campanha;
  • Fiscalização ou cobrança sobre o voto de trabalhadores;
  • Intimidações, constrangimentos ou humilhações relacionadas às preferências políticas.

Com essa iniciativa, as Justiças Eleitoral e do Trabalho buscam garantir um ambiente de trabalho onde os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, promovendo a liberdade de escolha e a democracia. A campanha Aliança pelo Voto Livre e Secreto é uma oportunidade importante para reforçar a importância do voto livre e combater práticas que vão contra a essência da democracia.

Leia também

Publicidade