Direito do Trabalhador

Nova lei cria filtros para recursos e reduz ações no STJ

ResumoA Lei 14.950/2024, sancionada em 4 de junho, institui filtros de relevância para recursos especiais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A norma exige demonstração de transcendência econômica, política, social ou jurídica que ultrapasse interesses das partes. A medida regulamenta previsão constitucional e visa reduzir o acervo processual da Corte, priorizando causas de impacto coletivo.

Recursos ao STJ passam a depender de demonstração de relevância econômica, política, social ou jurídica que ultrapasse os interesses das partes. A lei sancionada nesta terça-feira (4) regulamenta mecanismo previsto na Constituição e busca reduzir o volume de processos na Corte.

Quézia Andrade Tupinambá
Por Quézia Andrade TupinambáPesquisadora em justiça criminal e dados
Brasília · 04 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Nova lei cria filtros para recursos e deve reduzir ações no STJ

Recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) passam a depender da demonstração de relevância econômica, política, social ou jurídica que ultrapasse os interesses das partes envolvidas. A medida regulamenta um mecanismo previsto na Constituição e busca reduzir o volume de processos que chegam à Corte. A lei com a regulamentação foi sancionada nesta terça-feira (4).

O que muda com a nova lei

A nova lei cria filtros para recursos no STJ, exigindo que as partes demonstrem relevância que vá além dos interesses individuais. Isso significa que, para subir à Corte, um recurso precisa mostrar impacto econômico, político, social ou jurídico mais amplo.

Critérios já previstos na Constituição

A Constituição já considera relevantes os recursos relacionados a ações penais, ações de improbidade administrativa, causas com valor superior a 500 salários mínimos, casos que possam resultar em inelegibilidade e decisões que contrariem a jurisprudência dominante do STJ. Com a nova lei, novos critérios são incluídos no rol.

Tramitação no Congresso

O projeto de lei teve tramitação concluída no Congresso no dia 17 de julho, após aprovação no Senado, Casa de origem, e na Câmara.

Reação do presidente

Espero que essa inovação possa trazer ao povo brasileiro, que precisa do bom funcionamento do STJ, mais agilidade nas coisas. Hoje, o povo pode ter esperança de que as coisas podem andar mais rápido na Justiça brasileira, disse o presidente após a assinatura.

O que esperar daqui para frente

A expectativa é de redução no volume de processos que chegam ao STJ, com impacto direto na agilidade das decisões. A lei sancionada nesta terça-feira (4) entra em vigor com a regulamentação do mecanismo constitucional, e os novos critérios passam a valer para recursos futuros.

Perguntas Frequentes

O que é necessário para um recurso chegar ao STJ?

O recurso precisa demonstrar relevância econômica, política, social ou jurídica que ultrapasse os interesses das partes envolvidas, conforme a nova lei.

Quais critérios a Constituição já considerava relevantes?

Ações penais, ações de improbidade administrativa, causas com valor superior a 500 salários mínimos, casos que possam resultar em inelegibilidade e decisões que contrariem a jurisprudência dominante do STJ.

Quando a lei foi sancionada?

A lei foi sancionada nesta terça-feira (4), após tramitação concluída no Congresso no dia 17 de julho.

A nova lei reduz o número de processos no STJ?

A medida busca reduzir o volume de processos que chegam à Corte, exigindo demonstração de relevância que ultrapasse os interesses das partes.

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