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STF retoma sessões após suspensão de casos Moraes e Mendonça

ResumoO Supremo Tribunal Federal retomou suas sessões regulares em 16 de abril após a suspensão de julgamentos determinada por divergências internas envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A sessão foi aberta pelo presidente Edson Fachin, e o primeiro caso pautado trata da imunidade do ITBI em operações imobiliárias.

O STF retomou as sessões regulares nesta quarta-feira (16) após a disputa interna que paralisou o plenário. A sessão foi aberta por Edson Fachin e o primeiro caso pautado trata da imunidade do ITBI sobre operações imobiliárias.

Iberê Mascarenhas Lobo
Por Iberê Mascarenhas LoboEx-delegado e consultor em investigação criminal
Brasília · 16 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
STF retoma sessões após suspensão de casos Moraes e Mendonça

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (16) as sessões regulares da Corte após a disputa interna que paralisou os trabalhos do plenário.

A sessão foi aberta pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, por volta das 14h50, e o julgamento de ontem não foi mencionado.

O primeiro caso pautado para julgamento trata da imunidade do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) sobre as operações de empresas do setor imobiliário.

O que havia parado o plenário

Na semana passada, as sessões deliberativas foram canceladas diante do impasse sobre o rito do julgamento que envolve as citações dos nomes de ministros em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Na sessão desta terça-feira (15), o ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento que iria definir se Moraes e Mendonça devem ser julgados simultaneamente ou em sessões separadas. Dino tem prazo de 90 dias para devolver a questão para julgamento.

A acusação e a origem do caso

O ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial na condução das investigações para incriminá-lo.

Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. No entendimento da procuradoria, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.

O caso Moraes veio à tona no dia 1º de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo do caso e encaminhou conversas entre Moraes e Vorcaro para Fachin. A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído a Alexandre de Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação.

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