Rioprevidência leiloa terreno na Ilha dos Caiçaras por R$ 23,3 milhões
O Rioprevidência vendeu um terço do terreno na Ilha dos Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas, por R$ 23,3 milhões. O Clube dos Caiçaras arrematou a área de 11,3 mil metros quadrados pelo lance inicial, em leilão realizado na sede da autarquia.
O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência, vendeu um terço do terreno na Ilha dos Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio. A área tem 11,3 mil metros quadrados e foi arrematada pelo lance inicial de R$ 23,3 milhões. O leilão ocorreu na terça-feira (15), na sede da autarquia, no centro da cidade.
Quem arrematou foi o próprio Clube dos Caiçaras, que ocupa o local há anos. O restante da ilha já pertencia à instituição, segundo informou a diretoria no site oficial do clube. Com a compra da fatia do estado, a instituição afirma ter mantido a regularidade das atividades no espaço.
A operação integra o plano de desinvestimento da carteira imobiliária do Rioprevidência. O objetivo declarado é reforçar o caixa do fundo previdenciário dos servidores estaduais, após perdas resultantes de investimentos no Banco Master.
O Rioprevidência é responsável exclusivamente pelo pagamento de servidores estaduais inativos e pensionistas. Segundo a Polícia Federal, o governo do Rio investiu cerca de R$ 3,7 bilhões de recursos do fundo no Banco Master. A informação foi revelada durante investigações sobre aportes suspeitos na instituição financeira, o que colocou em risco o pagamento dos aposentados e pensionistas do estado.
A ocupação da área pelo clube ocorre por instrumentos públicos de autorização de uso, com pagamento mensal de remuneração ao Rioprevidência. Por isso, o leilão não altera a regularidade da ocupação atual.
Em nota, a diretoria do clube registrou que a fração leiloada tem características específicas e está sujeita a limitações e condicionantes urbanísticas, ambientais e de uso, compatíveis com a natureza da ilha e com as atividades sociais, esportivas e recreativas ali desenvolvidas.
Para quem acompanha a execução previdenciária, o caso interessa por um motivo prático: o dinheiro que sustenta aposentadorias e pensões vem de uma carteira que precisa ser administrada com transparência. O acesso à justiça começa pela informação. Familiares de servidores inativos e pensionistas que tenham dúvidas sobre o impacto dessas perdas no pagamento podem procurar a Defensoria Pública para orientação sobre os canais de acompanhamento do fundo.
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